I, pet goat II – simbolismo e reflexões

Há algum tempo me deparei com essa animação na internet, carregada de simbolismo cultural e espiritual. Indico que assistam antes de continuar lendo sobre:

A animação trata da segunda vinda de Cristo, começa de uma maneira meio pertubadora e se desenvolve através de um cenário obscuro, onde é possível notar a escravização do ser pela natureza inferior, representado pelo próprio demônio no vídeo. Já falei que a inspiração é algo que muitas vezes pode estar além da mente, esse é um dos posts que vou tratar desse assunto.

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Domínio do ser – ódio, vício e veneno

Hoje vou falar algo muito simples, se você quer sentir alguma mudança na sua vida, retire do seu vocabulário a frase “Eu odeio …” Toda vez que essa frase vier se manifestar por algum motivo, não diga ela e observe o que acontece com você enquanto se desintoxica dela. No começo vai gerar uma crise de abstinência, você ainda vai dizer isso de todas as maneiras no pensamento, vai sentir muita raiva, mas apenas observe o que estará acontecendo com você… de onde vem essa raiva? porque tanta raiva? qual a história dessa raiva? Toda vez que essa frase estiver na ponta da língua, silencie, respire fundo e só abra a boca de novo se não for para envenenar a si mesmo e o mundo a sua volta. Se você puder fazer isso, já estará fazendo uso de grande ajuda para si mesmo e para o mundo, abrindo uma clareira para o amor, que é a verdade, se manifestar através de você. Apenas aceite que nesse mundo tem pessoas cruéis, tem pessoas insensíveis, tem pessoas que ainda não conhecem o significado de amor. Esta prática é para impedir que você se torne ou continue sendo uma delas, aos poucos a vontade de culpar, de julgar e condenar o outro vai sendo perdida dentro de você, e algo mágico, a compreensão vai nascendo. E cada vez mais você perderá menos tempo aprovando ou desaprovando o outro, usando esse precioso tempo para dar espaço para a felicidade. Por quanto mais tempo você puder fazer esse exercício, mais estará em harmonia consigo mesmo e o universo a sua volta.

Esse é um verdadeiro movimento político, retirar da língua a palavra “eu odeio….” Essa é a campanha que já faço parte há alguns anos, e tendo me realizado nela, entendendo o valor dela, indico que se propague. Desista de usar “eu odeio”. Experimente…

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108 dias em Rishikesh

Desde o ano passado, quando vivi conscientemente a minha primeira experiência além do plano físico, ganhei muitos presentes da existência. Um deles foi a consciência espiritual em si, que juntamente trás mais uma imensidão de desencadeamentos. Perceber que tudo está perfeito, a sincronicidade e assim a guiança do propósito maior nos passos que estou dando é esse exemplo que se faz agora. A sincronicidade cuidou para para que esse tempo que eu ficasse aqui em Rishikesh fosse mais que oportuno.

MalaHoje, dia em que estou postando meu centésimo oitavo post, coincide exatamente com o número de dias que fiquei aqui em Rishikesh. Mas por que isso é importante? Se acredita, que 108 é um número sagrado, o nove repetido doze vezes. Nove, é o número iniciático da passagem, do fim de um ciclo, o recomeço, ou, a morte para o passado. O doze é a volta completa, 12 meses no ano, 12 signos do zodíaco, 12 apóstolos, 12 trabalhos de Hércules, 12 tribos de Israel, tudo isso tem um significado bem profundo. Olhando para o ouroboros(infinito), o 9 seria a ponta da cauda e o 12 o próprio ouroboros. Esse número é tão importante, que o instrumento usado para contar o japamala(“terço” budista), contém 108 contas, onde cada volta que você dá meditando nele é como se desse uma volta no universo. Mas vou falar sobre ele mais pra frente.

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A Ligação com o Guru – parte 2

Quanto mais fundo vamos em relação a espiritualidade, mais difícil fica de se falar sobre, é assim sobre o Samadhi, é assim sobre o Guru e várias outras manifestações espirituais. No post passado, usei das palavras do próprio Prem Baba e de John Lennon para falar sobre este fenômeno divino manifesto aqui na Terra, que é o Guru. Mas hoje tentarei colocar isso com minhas próprias palavras, pois sei que muita gente pode não ter entendido a profundidade com que o mestre fala.

MatrixPegando uma carona no post anterior e usando uma analogia que ele mesmo gosta de fazer, fazendo um paralelo com o filme Matrix, o Guru seria o telefone. Mas eu vejo um pouco diferente, o Guru é a própria linha telefônica, não importa de onde você está “telefonando”, seja com uma oração, seja com uma meditação, seja com um ritual particular, o Guru será sempre o fio que te conduz a verdade maior que te habita. Até o ponto onde você se torna essa verdade e descobre que o Guru na verdade, sempre esteve dentro de ti.

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A ciência, o conhecimento aprisionado e o Universo do Real

MatrixHoje vou falar mais uma vez de um assunto delicado, para que as pessoas possam entender o que é aquilo que se vê com a mente e o que é aquilo que se observa com o ser. A realidade aparente pode ser calculada, encapsulada e vendida como realidade, mas nunca será a Realidade. Então o que é isso que chamamos de realidade? É apenas uma manifestação em última instância de um mundo que só pode ser percebido quando se vai além da mente.

Há quem diga que a realidade é o universo apreendido pela mente, mas isso não é realidade, isso é doutrinação, é cultura, essa “realidade” sempre será relativa, é conhecimento encarcerado na mente. Por isso tantas guerras no mundo, cada um tem a mente mais ocupada e certa que a outra. A Realidade só pode ser experienciada no estado de não mente. Cultura pode ser ensinada e aprendida, a Realidade não, o que se ensina é o caminho (que são diversos) até a essa Realidade, mas você apenas entenderá o que é, depois de vivê-la. Verdades ditas milhares de anos atrás continuam sendo verdade, mas a filosofia e a ciência (a mente) estão sempre se desconstruindo. Buddha, Jesus e tantos outros beberam da fonte eterna e espamarraram um pouco dessas gotas preciosas pelo mundo. Qualquer pessoa pode chegar até a essa fonte, para então descobrir a mesma coisa que foi dita pelos grandes sábios. O problema das religiões hoje é exatamente porque elas tentam entender esses ensinamentos com a mente, isso não é possível. Foi isso que corrompeu o cristianismo e tantas outras religiões, a mente em primeiro lugar, não o estado de ser, existir.

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